Cargas difusas em rios urbanos. O córrego Piedadinha em São José do Rio Preto.

Aspecto do Piedadinha, no cruzamento das avenidas Antônio Antunes Júnior e Antônio Marcos de Oliveira. Do lado direito, bairro Ana Célia II, do lado esquerdo Dom Lafayete Libâneo.
O córrego piedadinha, nasce na zona norte de São José do Rio Preto no bairro Maria Lúcia, nas proximidades da rua Egidio Casagrande. É um afluente da margem esquerda do rio Preto, desde sua nascente até a desembocadura, no rio Preto, próximo ao final da avenida Philadelpho Golfeia Neto, o Piedadinha corta grande extensão da avenida Antônio Marcos de Oliveira. Clique aqui para visualizar no mapa.
Pode-se concluir que o córrego Piedadinha já nasce morto. Em toda sua extensão, desde a nacente, há muito lixo e entulho jogado em suas margens. Nota-se, por exemplo, sofás, colchões, restos de móveis em geral, entulhos, lixo doméstico etc.
Parte dessa poluição pode ser considerada carga difusa, ou seja, quando a água do escoamento urbano superficial carrega para o leito do rio materias que foram jogados nas ruas. Outra parte, vem da própria população que descarta nas margens do rio lixos e entulhos.
O jornal Diário da Região [1] na reportagem “Riachos que Rio Preto esqueceu”, constatou que muitos afluentes do rio Preto estão em situação lastimável. Confirmamos in loco que o Piedadadinha está entre esses riachos. Na mesma reportagem referida por nós, o secretário de meio ambiente, José Carlos de Lima Bueno, afirma que a administração está iniciando um projeto de controle e recuperação das nascentes dos afluentes do rio Preto.
Com o tratamento do esgoto, o rio Preto melhorou a qualidade da água, porém a carga difusa (lixo em geral) jogada nas margens de seus afluentes, compromete a qualidade conquistada.
Soluções não são fáceis. A conscientização da população para não jogar lixos nas margens desses córregos é um caminho. Por outro lado, normalmente trata-se de pessoas que não tem condições de levar seus resíduos até os pontos de apoio, o que faz, bem possivelmente, com que elas joguem no local mais próximo. Ou seja, as margens dos córregos.
Merece nota, em nossa análise, algumas áreas nas margens do Piedadinha em que moradores próximos cercaram e ali mantêm animais (cavalos) ou plantam alguma coisa. Nessas áreas não há entulhos e lixos, pareceram-nos bem cuidadas. Quem sabe uma parceria com essa população aliada a um programa de conscientização possa surtir algum resultado?
Vejam mais fotos do córrego Piedadinha.
Nascente do Piedadinha, no bairro Maria Lúcia, em um descampado próximo a rua Egidio Casagrande.

 

Lixos como vaso sanitário, restos de computadores jogados nas margens do córrego. Local, bem próximo à nascente, aproximadamente a uns 50 metros.

 

Colchão, plásticos… nas margens do Piedadinha.
Em plano, um plana indicando a proibição de jogar lixo e entulho no local, no fundo, uma área cercada, a qual nas proximidades não há tanto lixo e entulho.
Referência:
[1] Elton Rodrigues. Os riachos que Rio Preto esqueceu. Diário da Região, dom. 22 de julho de 2012/3B.
Fotos: Alexandre de Freitas, 2012.
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