Alexis Nicolau Romanov. O herdeiro do trono russo refugiado no Brasil.

Kzar russo no Brasil
Alexis no ato da reportagem, com 90 anos usando um cabo de vassoura como bengala
Para a história oficial o que ficou registrado é que a família Romanov foi toda fuzilada no dia 17 de julho de 1918, mas uma reportagem fantástica do jornal Diário da Região de São José do Rio Preto, datada de 30 outubro de 1994, lança ares de novidade sobre essa história.
O herdeiro do trono russo teria sobrevivido graças a uma fuga na qual o mago Rasputim o ajudou. Alexis consegui fugir via Estônia e vagou pela Europa, chegou a ser capturado na fronteira da Bélgica quando ia trabalhar na cidade de Antuérpia no ano de 1941. Foi levado para o campo de concentração mas conseguiu fugir.
Depois do susto o herdeiro do trono russo tornou-se um simples marinheiro fora de suspeita, não revelava sua verdadeira identidade para ninguém, conheceu várias partes do mundo e em 1923 chegou a passar pelo Brasil, estava a bordo de um navio finlandês que subiu o rio Paraná pela Argentina e chegou às proximidade de Cuibá. Anos depois um naufrágio nas costas brasileiras, próximo ao Rio de Janeiro, fez com que o russo se fixasse em terras brasileiras. Passou pelo Rio Grande do Sul e se estabeleceu parmanentemente em Cuiabá, cidade a qual ele considerou ideal para esconder sua identidade. Lá trabalhou, e anda trabalhava à época da reportagem, como mecânico. É conhecido como o russo da oficina.
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Alexis Nicolau Romanov, quando criança.

Casou-se e teve filhos, mas não revelou sua identidade nem a sua esposa. No ano da reportagem Alexis tinha 90 anos, afirmou que perdera os documentos em suas andanças mas apresentou algumas fotos e o símbolo da sua dinastia na Rússia numa medalha (foto).
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Nicolau II, pai de Alexis, e o brasão, águia de duas cabeças. 
Alexis também revelou que sua irmã, a filha mais nova de Nicolau II, a semelhança dele também teria conseguido fugir. Usou o nome falso de Tamara Gagarini. Morou no Rio de Janeiro em São Paulo e faleceu em Poças de Caldas, Minas Gerais. Teria sobrevivido dando aulas de russo, alemão, inglês e francês e morreu num asilo com mal de Parkison. Alexis e Tamara chegarm a se encontrar no ano de 1966, relembraram a infância e cantaram algumas canções russos da época da infância deles.
No final da reportagem Alexis afirma: “O czar está vivo. E sou eu”.
Referência:
Jornal Diário da Região, 30 de out. 1994. (inclusive imagens). Reportagem Fátima Yamamoto.
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