O plástico e seus problemas. Magia e perversidade.

Os
materiais plásticos têm um século de existência. As primeiras pesquisas com
produtos sintéticos (produtos que não são retirados diretamente da natureza)
datam do final do século XIX.
A primeira idade de ouro do plástico
ocorreu na década de 20 do século XX, de lá até os dias de hoje sua produção só
aumentou (FRANCHETTI e MARCONATO, 2006), sendo que, a partir da segunda guerra
mundial ocorreu a maior expansão, graças ao preço barato do petróleo.
A inserção desse novo material na
sociedade causou mudanças consideráveis no meio ambiente, pois até o início do
século XX , a maioria dos lixos eram biodegradáveis e sua permanência na
natureza não era duradoura, com o plástico, acrescentamos um produto ao meio
ambiente  que dura mais de cem anos para
ser decomposto.
A grande aceitação do plástico se deu
basicamente por este ser flexível e de fácil manuseio, utilizado na fabricação
de brinquedos, peças automotivas e embalagens dos mais diversos produtos
alimentícios. Sendo que, as embalagens mereceram uma maior atenção de nossa
parte. São dois os principais problemas: um de ordem ambiental e outro de
saúde.
Vejamos a questão ambiental. A palavra
de ordem para solucionar o problema do acúmulo do plástico é reciclagem, pois o
material é propício a tal prática, além disso, pode surgir através da
reciclagem cooperativas de trabalhadores que, pelo menos em tese, se
beneficiarão dessa prática. O que acontece na realidade não é isso! Um dos
países que mais recicla são os Estados Unidos e ela ocorre em apenas 1,5% do
total de plásticos produzidos, em outros países a situação não é melhor,
principalmente naqueles subdesenvolvidos onde a coleta seletiva ainda é uma
prática pouco utilizada.
Quanto à saúde, uma análise que minimiza os
problemas do uso do plástico é  de que o
material possui baixa toxidade, tanto exposto às intempéries como em embalagens
de produtos alimentícios. Essa afirmação precisa ser analisada com mais
critérios. É verdade que o plástico exposto ao meio ambiente não reage fácil em
condições normais de temperatura, porém acumula microorganismos nocivos à saúde
e torna-se criadouro de larvas de insetos indesejáveis. Quanto às embalagens,
estudos recentes apontam que o plástico exposto a temperaturas superiores a 40º
centígrados sofre alterações consideráveis, produtos gordurosos e alcoólicos
podem reagir com os plásticos. Por isso esse material não é recomendável para
conter tais produtos.[1]
São essas preocupações que levaram
cientistas da UNESP (Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho) a
desenvolver pesquisas para criar um plástico biodegradável. Há dez anos essas
pesquisas estão em andamento.
Vimos dessa forma, que a tecnologia tem seus
paradoxos: primeiro melhora e facilita a vida, depois aparecem os problemas
causados por ela e por último, surge uma nova tecnologia para reparar (ou amenizar)
os problemas causados pela primeira.
Referências:
BRASIL,
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino
médio. / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica.

– Brasília: Ministério da Educação, 1999. pp. 309-315.
ENCICLOPÉDIA
DO MUNDO CONTEMPORÂNEO [tradução de Jones de Freitas, Japiassu Brício, Renato
Aguiar] 2 ed. São Paulo Publifolha; Rio de Janeiro: Terceiro Milênio, 2001. pp.
52-55.
[1] FRANCHETTI,
Sandra, Mara; MARCONATO, José Carlos. Uma
solução parcial para diminuir a quantidade de resíduos plásticos.

Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010040422006000400031&script=sci_arttext&tlng=pt
BRANCO.
Samuel, Murgel. O meio ambiente em debate.
São
Paulo: Moderna, 1998. Coleção Polêmica.
Parte desse
texto foi usada na monografia de especialização de Alexandre de Freitas. Apresentada
na Unicamp para obtenção do título de especialista em Cidadania e Cultura.
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