Alexandre, o grande, e a fusão cultural entre o Oriente e o Ocidente.

Alexandre, o jovem rei macedônio fez histórias com suas conquistas.
Partindo da Europa seu exército conquistou terras longíquas que nunca um europeu havia chegado antes.
Conquistou terras de três continentes – Europa, África e Ásia – fundou 17 cidades e alcançou as terras do subcontinente indiano.
Ao que tudo indica havia no conquistador uma obsessão pelo glória e pela necessidade de conquistar cada vez mais. Em uma passagem, quando ainda criança recebia notícias de que seu pai Filipe havia conquistado mais uma região, Alexandre lamentava com os amigos que seu pai não iria deixar nada para ele conquistar. Relata-se que o jovem rei era obcecado pela grandeza.
Uma das estratégias que Alexandre usava após conquistar uma região era a de dar liberdade aos conquistados para que pudessem praticar sua cultura, isso favorecia seu governo. Chegava a estimular a união de seus comandantes com mulheres asiáticas e o próprio chegou a se casar com uma nobre iraniana.
As culturas orientais também exerceram um grande fascínio sobre ele, com isso Alexandre também teve facilidade de reconhecer e respeitar os costumes e a coragem de seus inimigos.
Na verdade havia uma tática implícita que visava fundar os alicerces de um grande império. Pois com isso ele pretendia evitar a fragmentação.
Quando o império de Alexandre se desfez (321 a.C) a cultura oriental influenciava e encontrava-se miscigenada à cultura macedônia europeia. O helinismo se rendeu a deuses como Ísis e Serápis do Egito, incorporam cultos à imortalidade. “Surgia, assim, o caldo heterogêneo no qual nasceria o cristianismo.”
Referência:
Revista Super Interessante. jan. 2005. Ed. Abril. pp.40-49.

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