Culturas orientais, a cultura Khemer.


 Imagem: onemoredestination.blogspot.com

 O povo Khemer habitou vastas áreas do sudeste asíatico. Ali desenvolveram uma poderosa civilização que teve seu auge entre os séculos V e XV.

Estima-se que sua capital – Angkor – possuia 750 mil habitantes.

Essa civilização miscigenou-se com vários povos da região e incorporou vários costumes hinduístas.

Os khemer também entraram em conflito com vários povos da região, porém essas contendas não foram suficientes para apagar a cultura khemer que deixou como legado maravilhosas construções que comprovam a influência hindu na sua arquitetura.

Estudiosos não ainda não têm um consenso para explicar o fim de tão pujante civilização.

Conflitos, mudanças religiosas, expansão econômica figuram entre as principais causas.

Sobre as possíveis causas da derrubada de sua capital – Angkor – por conflitos estudiosos analisam que: ” a cidade estava dilacerada por rivalidades internas, o que aumentava sua vulnerabilidade aos ataques de Champa, a leste, e do reino de Ayutthaya, a oeste. Um dos motivos era a poligamia dos soberanos khmer, o que contribuía para confundir a linha sucessória e provocava intrigas quando os príncipes lutavam pelo poder. ‘O Estado khmer tinha uma estabilidade precária’, afirma o arqueólogo Roland Fletcher, da Universidade de Sydney, codiretor de um programa de pesquisa denominado Projeto Grande Angkor.” [1]

Nem sempre os conflitos e as intrigas internas daquela sociedade são vistas como motivos do fim de tal civilização. Às vezes, e o que parece mais coerente pode ter sido um pouco de tudo.

Analisem como economia, força de trabalho e religião podem ter correspondência numa sociedade.

“A cidade estava baseada em uma economia não-monetária, ou seja, em impostos e tributos. Na prática, a moeda do reino era o arroz, o alimento básico dos trabalhadores convocados para construir os templos, assim como dos milhares de capatazes que os dirigiam. De acordo com uma inscrição em um dos complexos religiosos, o de Ta Prohm, somente nesse templo trabalhavam 12,6 mil pessoas. A inscrição também registra que mais de 66 mil lavradores produziram cerca de 2,5 mil toneladas de arroz por ano a fim de alimentar essa multidão de sacerdotes, dançarinas e trabalhadores do templo. Extrapolando tais contas para apenas três templos importantes – Preah Khan e os complexos religiosos de Angkor Wat e Bayon -, estima-se que a mão de obra rural necessária para mantê-los poderia ser de 300 mil lavradores. Ou seja, quase metade de toda a população estimada da Grande Angkor. Uma nova e igualitária religião como o budismo teravada seria um poderoso fermento para rebeliões.” [2]

Os monumentos dessa grande civilização são testemunhos da grandeza de que desfrutaram, comprovam, também, a abrangência do hinduísmo naquela região da Ásia. Todos os complexos de templos e demais vestígios desse povo são estudados por pesquisadores que se fascinam com novas descobertas.

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