Filósofos e advogados ajudarão a construir os carros do futuro.

Carro google anda sozinho

Não está longe de a humanidade ver carros circulando pelas vias públicas sem motoristas. Há algum tempo grandes empresas de tecnologia vêm desenvolvendo esse projeto e alguns testes já foram feitos. Empresas como Google, Nissan, Tesla, Sony e Apple são as que saíram na frente com essa tecnologia.

Se pensarmos em um corredor para carros autônomos até que seria mais fácil ver esse projeto viabilizado, acontece que existem decisões que “um carro” tem que tomar as quais não são puramente ligadas à matemática e comandadas por programas de computadores. Para um carro circular adequadamente é preciso noções de bom senso, valores e ética.

O jornal Folha de São Paulo na edição de 17 de fev. 2015, traz uma interessante matéria sobre o assunto. Na reportagem levanta-se o seguinte problema: se um carro autônomo se deparar com uma rua estreita, de mão dupla, na qual uma faixa está interditada? Pela programação o carro autônomo não poderia vazar uma linha dupla no meio da rua. Um ser humano teria o necessário bom senso e com o devido cuidado tomaria a atitude necessária. Mas e o carro?

São problemas desse tipo que levam as empresas do ramo a contratar filósofos. Um dos contratados foi o filósofo Patrick Lin, da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia, que teve que trabalhar com programadores para resolver alguns problemas que envolvem possíveis atitudes que “um carro” teria que tomar. O maior trabalho do filósofo foi: “… traduzir conceitos éticos em um tipo de estrutura lógica que pode ser usada pelo computador”.

Os advogados estão sendo consultados para analisar as possíveis questões jurídicas se um desses carros cometer alguma barberagem no trânsito. Nesse caso, quem pagaria a conta? O dono do carro ou a montadora? Para o jurista Bryant Walker Smith, mesmo que os carros autônomos forem mais seguros que os dirigidos pelos seres humanos é possível que, em algum momento, algo de errado aconteça. Pensando assim, as indústrias automobilísticas têm que prever a viabilidade sobre os problemas que envolvem a justiça para fabricar esses veículos em série.

 Referência.

Folha de São Paulo. Ciência+Saúde, 17 fev. 2015.

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