Análises sobre o ecumenismo.

 

  Imagem fonte.

 Não raro fala-se em ecumenismo como a integração ou o contato com todas as práticas religiosas (o que poderia ser, mas não é). O ecumenismo sustenta a “integração” ou contato com as religiões cristãs. Em breve pesquisa na internet vê-se inflamados discursos que justificam e fundamentam que o ecumenismo se restrinja às religiões cristãs, em especial ao Catolicismo Ortodoxo, o Catolicismo Apostólico e o Protestantismo Histórico. Ou seja, o ecumenismo (pelo menos nessa abordagem mais divulgada) não incluir religiões espiritualistas e reencarnacionista, ou animistas.

Uma definição interessante de ecumênico nos faz refletir sobre uma possível abrangência desse conceito a todas as religiões:

 A palavra ecumênico tem sua origem no vocábulo grego oikoumene. Este, por sua vez, é derivado da palavra oikos, que significa casa, lugar onde se vive, espaço onde se desenvolve a vida doméstica, onde as pessoas têm um mínimo de bem-estar. No Novo Testamento, esta palavra é usada em várias ocasiões (ver Mateus 24.14; Lucas 2.1; 4.5; 21.26; Atos 11.28; Romanos 10.18; Hebreus 1.6; 2.5; e Apocalipse 12.9), para se referir ao “mundo inteiro”, a “toda a terra”, e também ao “mundo vindouro”.
(http://www.luteranos.com.br/ecumenismo.html Capturado em 05/08/2009).Mas como já vimos, não é isso que ocorre. Ficando o termo mais restrito às religiões cristãs.

Em outra fonte consultada percebe-se uma visão onde o ecumenismo sofre recuos pois:

“(…) não parece que seja por falta de fundamento bíblico-teológico, mas por fatores que interferem negativamente no caminho da reconciliação. Entre estes, verificamos o surgimento de movimentos religiosos de estilo esotérico-gnóstico; a proliferação de “igrejas livres” (free churches) desvinculadas da herança da Reforma; a postura mercadológica de várias denominações; o subjetivismo religioso; a promiscuidade ética dos que fazem da fé um pretexto para acumularem tesouros na terra, antes que no céu. “ (http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=189 Capturado em 05/08/2009)

 A noção de ecumenismo ampliada para vários credos fica, até certo ponto fica comprometida, ainda que haja entidadades que sustentam seu ecumenismo com essa ideia mais abrangente . Como é o caso do “Centro Ecumênico de Ação e Reflexão” (acessem: http://www.cear.org.br/atual/index.php?option=com_content&view=article&id=60&Itemid=78)

 

Para se fazer referência à diálogos com todas as religiões e crenças do mundo é melhor usarmo o termo Diálogo Inter-religioso. Dessa forma há possibilidades de discutir ideias e fazer análises sobre as mais variados sistemas de crenças. Nesse caso, vimos que a própria CNBB mantém esse tipo de ação vejam em: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=189 no caso, detecta-se um diálogo com o Islamismo e o Judaísmo. Não temos conhecimento (ao não tivemos acesso) à fontes onde esse diálogo se apresenta entre religiões politeístas, reencarnacionista ou animistas.

De todo mundo, vivemos num mundo diverso e plural onde todos (garantido por lei no Brasil) tem direito de manifestar seus credos religiosos. E esses, inegavelmente, merecem todo respeito por porte daqueles que se identificam com religiões ou crenças opostas.

Referências:

Almanaque Abril, 2008.
Oikoumene.org
Blog Canção Nova

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...