Lendas da Estância Jockey Clube em São José do Rio Preto.

A Estância Jockey Clube é um bairro de chácaras às margens da rodovia Washington Luís na saída para São Paulo, de quem vai sentido Rio Preto capital, passando o córrego do Macaco é o bairro que fica à direita, tendo à esquerda a Vila Toninho, prolonga-se do córrego do Macaco até a Vasiflora.

Estância

 

Localização da Estância Jockey Clube.

Nesse bairro por volta dos anos de 1980 muitos garotos da Vila Toninho iam ali para caçar passarinhos e “buscar” manga, laranja etc. Na verdade furtávamos essas frutas de propriedades “abandonadas” ou quando as árvores estavam a beira da rua. Era a diversão que os jovens daquela periferia tinham.

Chácara misteriosa

Vista da propriedade, a seta indica aproximadamente o portão de entrada.

Nas andanças pela estância, como a chamávamos, uma propriedade sempre nos intrigou. Trata-se uma chácara na rua Plácido Goes entre as ruas Benevido Mariano Mendes e Carlos Roberto Augusto, essa propriedade desde de quando a conheço, 1980, sempre foi coberta por árvores grandes, maiores do que as de outras chácaras. Ali sempre existiu um portão trancado com cadeado e uma rua que adentra à propriedade, a qual se afunila ao longo de uns 30 metros para dentro do local, deixando apenas a visão de mata fechada.

Nunca vimos ninguém entrar e ninguém sair e nunca nenhum garoto (pelo menos de meu conhecimento) se aventurou a entrar em tal propriedade. O máximo que fazíamos eram pegar bambu para fazer vara de pescar, pois esses bambus ficavam na divisa e não precisávamos entrar muito para dentro para pegá-los. Ali, onde tinha a moita de bambu, entrávamos uns 5 metros com certo receio.

Esse lugar despertava muita curiosidade e desde que me lembro sempre muitos boatos se espalharam sobre o local. Eram vários, os que mais ouvi diziam que ali morava uma velha sozinha cujos filhos eram de São Paulo, as histórias se seguiam, a ponto de já ter ouvido falar de uma casa mal assombrada cujos donos haviam abandonado há tempo, algumas comentários afirmavam que ali morava uma pessoa deformada que quase não aparecia na sociedade, outros diziam que no meio da mata havia um grande mansão, a mais bonita da estância.


Estância, maio 2016 (27)

Portão que dá acesso à propriedade, há um significativo desnível em relação a rua, está aumentando através do tempo, indicativo de que quando esta entrada foi feita estava mais próxima ao nível da rua.

Estância, maio 2016 (29)

Vista interna da propriedade, de quem olha do portão.

Na verdade, até onde sei, ali ninguém entrou para confirmar as versões, muito menos eu. Em épocas de google mapas e google erth verifiquei que ao que parece ali não há nada, além de uma vegetação bem densa para o local. Contudo, o medo ainda ficou na memória. Ao ver o local hoje ainda me lembro do pavor que dava ao olhar para aquele portão eternamente trancado.

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