Música “Cabecinha no meu o ombro.” Algumas memórias.

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Morei com meus avós paternos até os sete anos, em muitas ocasiões, em especial depois da janta e assistindo aos filmes de bang-bang de meados da década de 1970, meu avô cantava para mim a música “Cabecinha no meu ombro”. Aquela música promovia um certo encanto, uma saudade de não sei o quê. Lembro-me de às vezes ter vontade de chorar. Com o tempo fui conhecendo mais sobre esse clássica da música sertaneja de qualidade.

A música na verdade trata-se de um clássico da guarânia, composta por Paulo Borges, Rio de Janeiro, e lançado pelo Duo Guarujá em 1958 num 78 RPM da Continental. Foi regravada várias vezes, numa  delas Roberta Miranda e Fagner fazem um dueto (Continental, 1992).

Teve também versões em espanhol e em japonês. Na versão em espanhol “Cabecita em Mi Ombro” gravada por Aristides Valdez, pela Columbia em 1958 e na versão nipônica “Futari Yorisoi” (amor entre duas pessoas) pela Califórnia em 1960.

Eis a letra da música:

Encosta a sua cabecinha no meu ombro e chora…
E conta logo suas mágoas todas para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Que não vai embora

Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Porque gosta de mim…

Amor, eu quero os seus carinhos, porquê, eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora
Se ela vai embora…
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora
Se ela vai embora
Se ela vai embora…

Encosta a sua cabecinha no meu ombro e chora
E conta logo suas mágoas todas para mim

Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Que não vai embora

Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora
No meu ombro chora,
Porque gosta de mim…
Referência:

MUGNAINI JR; Ayrton. Enciclopédia das músicas sertanejas. São Paulo: Letras & Letras, 2001. p. 62.

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