funil da morte

Um córrego que secou em Rio Preto, memórias de águas que eu vi correrem.

Carta rio preto

O pequeno córrego, sem nome, está cartografo na carta do IBGE SF-22-X-B-IV-3, de 1972. Fonte: IBGE.

Na estância Jockei Club até o final de década de 1980, havia um pequeno córrego que nascia na quadra formada  pelas ruas Carlos Roberto Augusto, Benvindo Mariano Mendes, Plácido Góis e Maria Jorge dos Santos.

Esse córrego cortava várias propriedades na estância Jockei Club e desaguava no córrego dos macacos bem próximo de onde hoje há um posto de combustíveis na marginal da W. Luís Alfredo Folchini.

rio preto, mapa google

Parte da estância Jockey Club nos dias atuais. Imagem: Google.

Lugar onde desaguava

Local onde o pequeno córrego desaguava. Imagem: Google.

Em sua pequena extensão, de aproximadamente 3 quilômetros, começaram utilizar de suas poucas águas de forma indevida: criação de rãs, represamento etc.  O pequeno córrego não resistiu. O século XXI começou sem um pequenino córrego que não sobreviveu a estupidez do ser humano.

Num país detentor dos maiores rios do mundo, devem ter pensado – isso é um fio d’água, não vamos nos preocupar!

O pensamento foi impróprio, agressor e de consequências irreversíveis para a natureza e para a memória. Resta, no último arcar de esperança, a memória daqueles que como eu são testemunhas dessa agressão.

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