Ponte Maria Benta em Rio Preto: memórias resgatadas.

A ponte Maria Benta em São José do Rio Preto é muito conhecida, a oralidade sobre a denominação dessa ponte sofre algumas alterações dependendo de quem narra a história. De modo geral, todos que conhecem a história concordam em um ponto – o nome se deve a uma senhora que ao passar por uma pinguela, a qual atravessava o rio Preto onde hoje é a ponte, caiu nas águas e morreu.

A pretensão aqui aqui é contribuir com um relato oral de um amigo do filho da dona Maria Benta, como era conhecida na Anchieta por volta de 1950, esse relato é de meu pai, Olavo de Freitas¹.

A história que meu velho narra coincide com a oralidade sobre o nome da ponte e acrescenta algumas informações. Dona Maria Benta, uma senhora de aproximadamente 45 anos,  fazia sabão para vender, morava na Anchieta e sempre atravessava o rio Preto naquela altura para vender seus sabões no bairro Boa Vista. Ali onde hoje é a ponte existia um poção no qual as crianças nadavam, era de uma considerável profundidade, e havia apenas uma pinguela para as pessoas atravessarem.

Num determinado dia, dona Maria Benta e seu filho “Vartide²”, foram atravessar a pinguela para vender seus sabões e a senhora caiu nas águas do rio, por mais que seu filho tentasse ajudá-la a sair não conseguiu e ela acabou se afogando.

O ocorrido causou muito comoção na localidade e, anos depois, quando foram construir a ponte, deram-lhe o nome de Maria Benta.

Notas:

  1. Olavo de Freitas nasceu em 1946, disse que tinha 11 anos quando isso ocorreu.

2. Possivelmente Valtide, pronunciado no portugês popular.

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Sobre Alexandre de Freitas

Graduado e pós-graduado em ciências humanas, professor na educação básica e superior.
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