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Jardim São Marcos, São José do Rio Preto. História e memória.

O jardim São Marcos é um bairro que forma a região administrativa nº 12 de São José do Rio Preto, englobando também o bairro Cidade Jardim. Essa região administrativa possui 7.084 habitantes.

São Marcos

O São Marcos, para quem vai de São José do Rio Preto para São Paulo, é o primeiro bairro à direita após passar o trevo da BR 153. É um bairro essencialmente residencial, a marginal da rodovia W. Luiz, avenida Mário Andreaza, concentra a maior parte dos estabelecimentos comerciais, alguns deles se destacando no contexto da cidade, como Leroy Merlin, Tend Tudo e uma concessionária de veículos Fiat. No interior do bairro são poucos os comércios, algumas lanchonetes e uma padaria.

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Aspecto de uma das principais ruas do bairro.

Aspectos socioeconômicos.

Do ponto de vista subjetivo, o bairro possui um nível socioeconômico relativamente elevado, predominando a ocupação da classe média. Os terrenos originais do loteamento possuíam 360 m², 12×30 mts. Há uma escola estadual muito próxima do bairro, localizada no bairro vizinho, Cidade Jardim, a escola Dinorath do Vale. No bairro também há uma unidade do Detran e uma unidade do DER.

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Visão da praça dos Angicos, no São Marcos,

História e memória.

O local onde hoje se encontra o bairro até o final da década de 1980 era dominado por uma densa vegetação muito provavelmente ainda original. Era uma transição de mata, cerradão e cerrado. Na parte do bairro mais próxima do córrego dos Macacos havia muitas nascentes que foram sendo aterradas com a construção da av. Dr. Loft João Batista.

O córrego Baixada Seca, que divide o São Marcos da Cidade Jardim, corria  num vale bem profundo formado basicamente de solo argiloso, a água era mais volumosa e se espraiava pelo córrego dos Macacos formando bancos de areia.

Onde hoje há uma grande árvore localizada no quadrilátero formado pelas ruas Fátima Thaís Cabrera, Prosperina Picchi Gigliotti, João Tajara da Silva e av. Dr. Loft João Batista existiam, também, duas mangueiras enormes. As quais eram rodeadas de pés de gabiroba e marolo. O local era muito frequentado por jovens da região, que ali iam caçar passarinho, pescar e pegar frutas.

Árvore do s. Marcos (1)

Aspecto da grande árvore do São Marcos, uma das sobreviventes da devastação feita no bairro.

Possivelmente o São Marcos exemplifica uma das maiores agressões com a natureza já praticada na cidade, em especial nas partes mais próximas ao córregos dos Macacos, as nascente que existiam ali secaram, a vegetação natural foi suprimida e o aspecto natural da paisagem foi totalmente alterado. Hoje o bairro contém algumas áreas verdes que preservam alguns angicos que ali existiam.

Caminhões e mais caminhões de entulho e lixo estão sob a av. Dr. Loft João Batista. Agora, com ares de quem quer remediar a catástrofe de outrora, ao que tudo indica, iniciaram uma obra no quadrilátero que guarda a última grande árvore que ali restou.

Referências. 

Conjuntura econômica de Rio Preto, 2017.

Alexandre de Freitas foi morador da Vila Toninho e na década de 1980, viveu, sentiu e testemunhou todas as alterações ocorridas no bairro e nos arredores.

Fotos Alexandre de Freitas (2015 -2017)

 

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