Memória da medicina em Rio Preto.

Memória da medicina em rio preto

Ao que parece, por volta de 1905, o Dr. Brande anunciava um milagroso remédio para os órgão reprodutores e vias urinárias.

Na propaganda, um tanto panfletária, o medicamento promete acabar com todos os males, fazendo até os rins voltarem a funcionar. Entre tantas coisas: “(…) as partes genitais recuperam seu vigor” e finaliza deixando claro que se garante a cura absoluta.

Nos dias de hoje talvez essa propaganda poderia ser proibida!

Fonte:

O Porvir, 5 de nov. de 1905, p. 4.

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Eduardo Piacenti: o amigo da gente! Algumas lembranças.

Monagem eduardo piacente

O ano era 1992, eu um jovem pintor de letreiros e o Eduardo Piacenti na sua primeira candidatura a vereador de Rio Preto. Eu andava pintando muros para políticos naquelas plagas entre jardim Novo Mundo, Urano, Sinibaldi e Estoril quando ele me parou dizendo que era candidato e que queria pintar alguns muros. Convidou-me para subir no seu Monza e ir até aos muros que ele tinha para pintar e assim foi nosso primeiro contato.

Pintor, quando você me entrega esses muros? Perguntou-me com voz firme. Eu disse: no máximo em uma semana. Então, quando você acabar de pintá-los me ligue que a gente os verifica e eu lhe pago. Cumprimentamos-nos e eu sai feliz com mais uma empreitada. Época de política nas décadas de 80 e 90 do século passado era quando nós, pintores de letreiros, ganhávamos dinheiro.

Uma semana depois eu liguei para o Eduardo. Venha a minha casa às 8 da manhã, ouvi ao telefone. Eu entrei no meu Fiat 147 ano 1978. Dei partida. Nada! Outra vez. O motor roncou feio… tive que dar um tranco para ir ao meu encontro. Resultado, cheguei um pouco atrasado. O Eduardo me esperava em frente a sua casa, olhou e disse: pensei que não queria mais receber. Eu apenas sorri e falei, ainda com o motor do carro funcionando: entra ai, vamos no meu carro. Ele tomou coragem e entrou.

Assim que bateu a porta eu notei a estranheza dele. Um misto de medo e respeito pela situação de penúria daquele veículo. Mas, para piorar, o maldito Fiat afogou. Como estávamos na descida, dei o segundo tranco do dia. Foi um estrondo, parecia que que o motor ia cair. Não me esqueço do susto que o Eduardo levou. Eu ri. Parecia que havia se arrependido de subir no Fiat. Disse-me: tá sem partida? Sim, eu falei e brinquei: estou esperando o seu dinheiro para arrumar.

Menos de um quarteirão depois ele me disse: deixe-me em casa e leva esse carro ao autoelétrico ali da avenida Potirendaba. Eu pago.

Deu-me um cartão e pediu para que, quando chegasse lá, falar para o eletricista ligar para ele. Topei na hora. Entrei no autoelétrico e falei: o Piacente mandou eu vir aqui arrumar o carro, tá aqui o cartão dele, pediu para você ligar. Um minuto depois o eletricista falou: toma o telefone, pintor, ele quer falar com você. Peguei o telefone e ouvi: deixa o carro aí e vem aqui em casa, nós vamos ver os muros com o meu carro. O conserto eu pago. Depois descontamos.

Eu mais um vez brinquei: mas, e se os muros não tiverem pintados? E ouvi: tenho certeza que estão.

Ao meio dia eu estava com do cheque o Eduardo na mão e fui ao autoelétrico buscar meu Fiat. Achei que o eletricista ia descontar meu cheque. Mas não, e me disse: o Piacenti disse que vai pagar, você vê com ele depois. Sai feliz com meu 147, parei num orelhão e liguei para o Eduardo: pô Eduardo, vai ter mais muro para eu abater o conserto? Claro né pintor! Passe aqui a semana que vem que já estou arrumando outros muros para você pintar.

E foi assim que, um até então um “desconhecido” candidato que viraria vereador em 1996, na sua segunda candidatura que disputou, e futuro presidente da câmara de Rio Preto,  confiou em um jovem pintor de letreiros. Obrigado Eduardo Piacenti: o amigo da gente! Não nos decepcionamos! Esteja onde estiver, fique em paz.

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São José do Rio Preto; imagem, memória e história.




Hoje em dia as fotos são muito acessíveis, mas por muito tempo foram coisas raras. “Sair numa foto”, no jargão popular, erá um acontecimento relevante. Atualmente qualquer smartphone captura imagens que povoam as rede sociais, mas isso é coisa muito recente.

A grosso modo, até a década de 1980, para as famílias mais pobres, a fotografia era algo caro. Comprávamos o filme, tirávamos as fotos e, às vezes, não tínhamos dinheiro para revelá-las. Até o início dos anos 2000 era possível comprar máquinas que funcionavam com filmes, depois as fotos digitais foram ganhando espaço

Bom, se até a década de 1980 as fotografias não eram tão populares, o que se pensar da década de 1940-50?

Nesta época, não é exagero falar, as fotografias retratavam eventos importantes, arquitetura imponente, casas de pessoas ricas. Em fim, quanto mais poder, prestígio e dinheiro mais se aparecia em fotografias. Pessoas comuns ao verem um fotógrafo ficavam excitadas, era um misto de medo, vergonha e desejo de ser fotografada.

As lentes estavam focadas em um ponto escolhido intencionalmente, o fotógrafo faz um recorte do mundo influenciado pela cultura, pela circunstância, pela sua experiência de vida ou pelo dinheiro e… clica. Não existe foto neutra, imparcial. Na foto o momento fica congelado. Eterniza-se. E, passado anos, as fotografias podem fornecer elementos muito importantes para se fazer leituras. Elas, muitas vezes por acaso, tornam-se elementos vivo do passado, pelos quais as releituras acontecem.

Bernardino de campos recortada

Por exemplo, o que será que essa jovem fazia no momento dessa foto?

Quem era ela?

Quem a fotografou e por quê?

Parece alhar para alguém, há um homem passando próximo mas, ao que parece, não é ele que chama a atenção da jovem. São muitas interrogações difíceis.

Talvez falte elementos para esclarecê-las. Algumas informações, como a cidade na qual ela foi tirada, o ano, por quem? Infelizmente nem todas as perguntas podem ser respondidas, mas algumas sim.

Essa foto foi tirada em São José do Preto, na rua Bernardino de Campos, na década de 1940. Parecia um evento, com muita gente na rua. A foto foi recortada por mim. Vejamos-a inteira.

Bernardino de campos inteira

Notem a moça no canto inferior esquerdo da foto. O prédio ao fundo é o antigo prédio do cine Curte/Hotel São Paulo, ainda presente na paisagem nos dias de hoje. Os homens quase todos de ternos e com chapéus. Pela posição das sombras parece ser mais ou menos 9 horas da manhã, contrariando os dizeres próximos à moça em destaque da foto anterior,  os quais afirmam que a foto foi tirada à tarde. O local da Bernardino fica entre as ruas Jorge Tibiriçá e Silva Jardim.

Vejam a foto com a indicação da moça.

Quantas outras leituras são possíveis? Poderíamos falar em moda da época? Bem possível. Analisar a arquitetura, pensar no motivo de ter tanta gente na rua, qual dia da semana que era… e assim por diante.

As imagens dão combustível para muita pesquisa. Despertam a memória e ajudam na história de uma localidade.

foto bernardino com seta

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Memórias das centenárias poesias rio-pretenses.

A literatura está presente nos jornais há muito  tempo. Hoje um pouco menos, mas poesias, contos e crônicas eram publicadas com grande frequência em jornais, os quais eram os poucos meios de informação e comunicação no início do século XX. Escritores se tornaram famosos utilizando o meio jornalístico para expressar suas artes.

Em São José do Rio Preto  podemos encontrar interessantes obras literárias em jornais antigos, uma delas intitulada “Solidão” data de 9 de março de 1912, foi escrita há 106 anos por A. Carvalho e dedicada a um colega: José Palma.

A centenário poesia rio pretense

Fonte: Jornal A Cidade, 9 de março, 1912, ano I, nº 39.

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Córregos urbanos em Rio Preto. O córrego Baixada Seca.

O córrego Baixada Seca, em São José do Rio Preto, atualmente tem todo seu percurso em área urbana, desde a nascente até a foz.

Nascente o baixada seca

O córrego possui uma extensão de aproximadamente 2 quilômetros, é um afluente da margem esquerda do córrego dos Macacos, este um dos principais afluentes do rio Preto, o principal da cidade. A nascente do córrego Baixada Seca localiza-se no bairro Nosso Senhor do Bonfim, na rua Salomão Antônio Pedro. No local, nota-se um bueiro do qual, mesmo sem chuva, escoa uma água constante, indícios de que a nascente do rio está localizada em área pavimentada.

Córrego Baixada Seca, 2017 (3)

Primeiro local onde as águas do córrego Baixada Seca aparece. 

O córrego corta a avenida Potirendaba, o finalzinho da avenida Murchid Honsi, a rodovia Transbrasiliana BR 153 e depois torna-se um divisor dos bairros São Marcos e Cidade Jardim, só aí deságua no córrego dos Macacos.

Cargas difusas e problemas com assoreamento.

Em praticamente ao longo de todo curso do córrego se encontra cargas difusas, próximo à nascente menos, no entanto nos primeiros metros do seu curso não há mata ciliar. A situação piora próximo à foz do córrego, a quantidade de material plástico, lixo dentre outros resíduos, assusta quem passa na avenida Dr. Loft João Bassitt.

Córrego Baixada Seca, 2017 (6)

Início do córrego Baixada Seca, bem próximo à nascente. As águas ainda estão relativamente limpas. 

Córrego Baixada Seca, 2017 (13)

Aspecto do córrego Baixada Seca no bairro Cidade Jardim.

Córrego Baixada Seca, 2017 (14)

Cargas difusas no córrego Baixada Seca, próximo à avenida Dr. Loft João Bassitt.

Córrego Baixada Seca, 2017 (18)

Cargas difusas no córrego Baixada Seca.

História¹.

O córrego, na década de 1980, possuía maior volume d’água, corria por um solo argiloso escavando-o consideravelmente, a mata ciliar era pouco devastada, a água era mais limpa, com muitas minas nas proximidades. Às vezes a configuração geológica do terrenos mudava e formavam-se pequenas quedas, as quais eram seguidas de alguns poços mais profundos, nos quais jovens brincavam.

Hoje a situação é muito diferente, quem passa pelo local não imagina a configuração que o pequeno córrego apresentava há 30 anos.

Referências:

Mapas das nascentes de rios e córregos de São José do Rio Preto, Semae.

Observação in loco: Alexandre de Freitas.

Fotos: Alexandre de Freitas, 2017.

Nota.

  1. Alexandre de Freitas foi morador da região nas décadas de 1980-1990.
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Nascente do rio Preto, o principal rio da cidade de São José do Rio Preto-SP.

O rio Preto nasce no município de Cedral, o nome do município de São José do Rio Preto é devido a esse rio, o qual forma dois lagos artificiais na área urbana do município. Ele nasce nas seguintes coordenadas:

Latitude: 20º 55′ 59” Sul e longitude 49º 18′ 59” Oeste.

Segundo o Plano Municipal de Saneamento Básico¹:

“Em seu percurso inicial acompanha a rodovia que liga Potirendaba a Cedral, onde se desvia para noroeste acompanhando então a rodovia SP-310. Cruza a cidade de São José do Rio Preto e desvia novamente para o norte acompanhando a rodovia SP-427 até a divisa de Onda Verde e Ipiguá. Neste ponto retoma o percurso para o noroeste, mantendo-se mais ou menos paralelo a rodovia SP- 423. Em Pontes Gestal, após receber as águas do córrego Botelho, segue rumo nordeste até desaguar no rio Turvo, que por sua vez é afluente do rio Grande”.

Aprofundando informações.

A localização geográfica utilizada aqui é com base no Plano Municipal de Saneamento Básico, notem o trecho: “Em seu percurso inicial acompanha a rodovia que liga Potirendaba a Cedral” fica claro que não corta a rodovia e sim acompanha. Há polêmicas sobre essa questão. Identificar uma nascente corretamente não é fácil, a nascente de um rio é o ponto mais distante de sua foz, uma nascente pode surgir de vários olhos d’água, o que complica mais a localização.

Na carta do IBGE (1972) Folha SF-22-X-B-IV-3 temos a seguinte imagem:

Nasc. do rio preto

Referência:

  1. Plano Municipal de Saneamento Básico. Semae, São José do Rio Preto. Acesso 28/11/2017.

Mais informações:

Leia mais sobre a nascente do rio Preto, polêmicas e curiosidades.

Nascente do rio Preto guarda mistérios – Diário da Região.

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Produções acadêmicas sobre São José do Rio Preto.

Muitos estudiosos escreveram e publicaram escritos acadêmicos sobre o município de São José do Rio Preto, são dissertações, teses, monografias e artigos. São estudos que colaboram com a produção acadêmica e a pesquisa que envolvem nosso município e a região.

Essa produção acadêmica sobre Rio Preto é de vital importância para estabelecer diálogos profícuos entre as instituições de ensino superior, o poder público nas instâncias municipal, estadual e federal, pesquisadores e munícipes. São esses escritos que podem dar rumo às ações que promovem melhorias e direcionam (ou redirecionam) ações públicas.

Abaixo uma pequena relação de algumas obras importantes para ampliar estudos e servir como base para maior aprofundamento no assunto. Nossa intenção é montar um repositório de escritos acadêmicos para viabilizar pesquisas.


Territorialidade e plano diretor em São Jose do Rio Preto – Abílio Moacir de Azevedo. Dissertação de mestrado, Unesp-Rio Claro.


Do sertão à cidade planejamento urbano em São José do Rio Preto: dos anos 50 aos anos 2000. Delcimar Marquez Teodózio. Tese de doutorado, USP.


São José do Rio Preto fotografado: Imagética de uma experiência urbana (1852-1910). Airton José Cavenaghi. Artigo-Scielo.


Reestruturação urbana e centralidade em São José do Rio Preto. Arthur Magon Whitacker. Tese de doutorado, Unesp-Presidente Prudente.


O programa minha casa minha vida em São José do Rio Preto: Estado, Mercado, Planejamento Urbano e Habitação. Gabriel Rodrigues da Cunha. Tese de doutorado-USP.


Loteamentos fechados e condomínios residenciais em São José do Rio Preto. Sílvia Rodrigues. Dissertação de mestrado-PUC/Campinas.


Disparidades entre a Zona Sul e a Zona Norte de São José do Rio Preto. Luiz Henrique Mateus Lima. Simpósio Mineiro de Geografia – Universidade Federal de Alfenas.


Conselho municipal de educação de São José do Rio Preto: participação e cidadania. Ben-Hur Ulisses da Silva. Dissertação de mestrado. Unesp/Araraquara.


Era uma vez uma praça: o triste fim da praça Cívica em São José do Rio Preto. Alexandre de Freitas. Artigo-Vitruvius.


Histórias do Rádio de São José do Rio Preto – a Rádio Bambu Rachado, as Novelas da Difusora e a Boate da Independência. Vera Lúcia Guimarães Rezende. II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho. Florianópolis, de 15 a 17 de abril de 2004.


Plano Municipal de Saneamento Básico. Semae-Rio Preto.


Conflitos na elite: a transformação dos grupos de poder de São José do Rio Preto na República Velha (1894-1930). Henry Marcelo Martins da Silva. Tese de doutorado-Unesp/Franca.


Contribuição à história da urbanização de São José do Rio Preto – Arlete Maria Francisco. Artigo, Unesp/Presidente Prudente.


Restrição e controle do uso de água subterrânea em São José do Rio Preto. Publicação oficial do estado de São Paulo, Secretaria de recursos hídricos. Excelente material para entender o uso da água subterrânea e a geologia na cidade.


Construindo tradições: entre imigrantes, matutos e peões no “Rio Preto” de 1852-1927. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011. Lucas Perdigão Pereira.


Perfil do município de São José do Rio Preto/SP Análise do acesso e da qualidade da Atenção Integral à Saúde da população LGBT no Sistema Único de Saúde. Nesp (Núcleo de Estudo em Saúde Pública).


Da efervescência cultural ao obscurantismo ditatorial: a história da faculdade de filosofia, ciência e letras de São José do Rio Preto sob o olhar da intervenção de 1964. Dissertação de mestrado, Unicamp. Caroline Maria Florido, 2013.


Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – FAFI: uma história de conquistas e divergências. Organizado por Zuleika Aum Attab – São José do Rio Preto: Laboratório Editorial – Unesp/Ibilce, 2016.

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Brasil tem poucos veículos de comunicação. Faltam jornais ou sites noticiosos.

Aproximadamente 70 milhões de brasileiros vivem em regiões onde não há jornais ou sites noticiosos, o que representa 35% da população nacional.
O estudo promovido pelo Atlas da Notícia constatou que as regiões norte e nordeste são as mais carentes desses veículos, o órgão chamou essas áreas de “desertos de notícias”.
O estudo revelou que 1.125 cidades contam com apenas um meio de comunicação impresso ou online. Por outro lado, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, concentram 20% dos veículos de comunicação e possuem apenas 10% população do Brasil.
Quando se analisa os estados, o destaque é para São Paulo com 1.641 veículos de comunicação, seguido do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Com informações:
Folha de São Paulo. Acesso 07/11/2017.

 

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Guia Turístico de Rio Preto.

Essa publicação oficial do município aborda os principais pontos turísticos de forma rápida e concisa. Não deixe de acessar.

Guia Turístico Rio Preto

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Jardim São Marcos, São José do Rio Preto. História e memória.

O jardim São Marcos é um bairro que forma a região administrativa nº 12 de São José do Rio Preto, englobando também o bairro Cidade Jardim. Essa região administrativa possui 7.084 habitantes.

São Marcos

O São Marcos, para quem vai de São José do Rio Preto para São Paulo, é o primeiro bairro à direita após passar o trevo da BR 153. É um bairro essencialmente residencial, a marginal da rodovia W. Luiz, avenida Mário Andreaza, concentra a maior parte dos estabelecimentos comerciais, alguns deles se destacando no contexto da cidade, como Leroy Merlin, Tend Tudo e uma concessionária de veículos Fiat. No interior do bairro são poucos os comércios, algumas lanchonetes e uma padaria.

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Aspecto de uma das principais ruas do bairro.

Aspectos socioeconômicos.

Do ponto de vista subjetivo, o bairro possui um nível socioeconômico relativamente elevado, predominando a ocupação da classe média. Os terrenos originais do loteamento possuíam 360 m², 12×30 mts. Há uma escola estadual muito próxima do bairro, localizada no bairro vizinho, Cidade Jardim, a escola Dinorath do Valle. No bairro também há uma unidade do Detran e uma unidade do DER.

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Visão da praça dos Angicos, no São Marcos,

História e memória.

O local onde hoje se encontra o bairro até o final da década de 1980 era dominado por uma densa vegetação muito provavelmente ainda original. Era uma transição de mata, cerradão e cerrado. Na parte do bairro mais próxima do córrego dos Macacos havia muitas nascentes que foram sendo aterradas com a construção da av. Dr. Loft João Batista.

O córrego Baixada Seca, que divide o São Marcos da Cidade Jardim, corria  num vale bem profundo formado basicamente de solo argiloso, a água era mais volumosa e se espraiava pelo córrego dos Macacos formando bancos de areia.

Onde hoje há uma grande árvore localizada no quadrilátero formado pelas ruas Fátima Thaís Cabrera, Prosperina Picchi Gigliotti, João Tajara da Silva e av. Dr. Loft João Batista existiam, também, duas mangueiras enormes. As quais eram rodeadas de pés de gabiroba e marolo. O local era muito frequentado por jovens da região, que ali iam caçar passarinho, pescar e pegar frutas.

Na carta do IBGE de 1972, Folha SF 22-X-B-IV-3 nota-se que a área onde hoje é o Jd. São Marcos era ocupada por campos, matas e cerrados com uma significativa área de inundação próximo ao córrego dos Macacos.

Veja a imagem.Jd são marcos em 1972

Árvore do s. Marcos (1)

Aspecto da grande árvore do São Marcos, uma das sobreviventes da devastação feita no bairro.

Possivelmente o São Marcos exemplifica uma das maiores agressões com a natureza já praticada na cidade, em especial nas partes mais próximas ao córregos dos Macacos, as nascente que existiam ali secaram, a vegetação natural foi suprimida e o aspecto natural da paisagem foi totalmente alterado. Hoje o bairro contém algumas áreas verdes que preservam alguns angicos que ali existiam.

Caminhões e mais caminhões de entulho e lixo estão sob a av. Dr. Loft João Batista. Agora, com ares de quem quer remediar a catástrofe de outrora, ao que tudo indica, iniciaram uma obra no quadrilátero que guarda a última grande árvore que ali restou.

Referências. 

Conjuntura econômica de Rio Preto, 2017.

Alexandre de Freitas foi morador da Vila Toninho e na década de 1980, viveu, sentiu e testemunhou todas as alterações ocorridas no bairro e nos arredores.

Fotos Alexandre de Freitas (2015 -2017)

 

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